Música de Carnaval


30/04/2016


Carnaval de 1933

Francisco Alves, (1898-1952), Francisco de Moraes Alves, cantor, compositor, grava cinco sambas e com Mário Reis, (1907-1981), Mário da Silveira Reis, cantor, compositor, advogado, duas marchas e seis sambas na Odeon, para o Carnaval de 1933.

Francisco Alves, cinco sambas na Odeon, Carnaval de 1933:

 

"Mulher, eu ando cismado

 Que me enganei com você

 Se algúm dia

 Não ficar mais a seu lado

 Não precisa perguntar por quê

 

     A mentira é fatal

      Creio que não é por mal

       Que a mulher nos faz descrer

        Mas se é realidade

         Sua grande falsidade

          Eu hei de ver você sofer!

 

          Eu cismado espero agora

         Ver você a qualquer hora

        Dando a outro o coração

       Quando chegar esse dia

      Deixo sua companhia

     Sem explicar qualquer razão..."

 

"Ando cismado", Ismael Silva e Noel Rosa, com Francisco Alves, Odeon: 10.936/A, Carnaval de 1933.

 

"Tudo acabado

 E o baile encerrado

 Atordoado fiquei!

 Eu dancei com você

 Divina dama

 Com o coração

 Queimado em chama

 

        Fiquei louco

        Pasmado por completo

        Quando me vi tão perto

        De quem tenho amizade

        Na febre da dança

        Senti tamanha emoção

        Devorar-me o coração!

                                Divina dama...

 

   Quando vi que a festa estava encerrada

   E não restava mais nada de felicidade

   Vinguei-me nas cordas

   Da lira de um trovador

   Condenando o teu amor...

                           Tudo acabado!"

 

"Divina dama", samba de Cartola, (Agenor de Oliveira), com Francisco Alves, Odeon: 10.977/B, Carnaval de 1933.

 

No Lado A, do 78rpm. encontramos: "Vai haver barulho no chateau", samba de Noel Rosa e Walfrido Silva, com Mário Reis, para o Carnaval de 1933.

 

"É peso! 

 Estou pesado!

 O meu viver é uma sentença

 A que eu fui condenado a cumprir

 Essa pena o remorso condena

 Eu serei sentenciado

 

     Se eu soubesse que a saudade

      Não se esquece nem querendo

       Não deixava essa amizade

        Para não ficar sofrendo

         Hoje eu quero e não me queres

          E o remorso que me invade

           É saber que preferes

            Morrer longe de saudade

                                              É!

 

            E quando a lua descamba

           Com o pandeiro a batucar

          Saio da roda do samba

         Pra ninguém me ver chorar

        Ao azar hoje me entrego

       Quem tem pena tem azar

      Mas o peso que eu carrego

     É a pena de te amar...

                                   É!"

 

"É peso", samba de Antônio dos Santos, com Francisco Alves, Odeon: 10.936/B, Carnaval de 1933.

 

"Tô vivendo com você

 Num martírio sem igual

 Vô largar você de mão, com razão

 Para me livrá do mal...

 

      Supliquei humildemente

      Pra você endireitar

      Mas agora infelizmente

      Nosso amor tem que acabar

      Vou-me embora, afinal

      Você vai saber por quê

      É pra me livrar do mal

      Que eu fujo de você

 

         Você teve a minha ajuda

        Sem pensar em trabalhar

       Quem se zanga é que se muda

      E eu já tenho onde morar

     Nunca mais você encontra

    Quem lhe faça o bem que eu fiz

   Levei muito golpe contra

  Passe bem, seja feliz!"

 

"Para me livrar do mal", samba de Noel Rosa e Ismael Silva, com Francisco Alves, Odeon: 10.922/B, Carnaval de 1933.

 

"Tristezas não pagam dívidas

 Não adianta chorar

 Deve-se dar o desprezo a toda mulher

 Que não sabe amar

         Oi, tristezas não pagam...

 

    O homem deve saber

                                A

    Conhecer o seu valor

                                E

    Não fazer como o Inácio

                                     I

    Que andou muito tempo

                                      Ó

    Bancando o seu Estácio

                                    U

 

        Nunca se deixa a mulher

        Fazer o que ela entender

        Pois ninguém deve chorar

        Só por causa de amor

        E nem se lastimar

                                 I

     Ai, meu Deus do céu

     Bonita é a tua escola!"

 

"Tristezas não pagam dívidas", samba de Manoel Silva, com Francisco Alves, Odeon: 10.922/A, Carnaval de 1933.-

 

cesargravier@bol.com.br

 

      

 

 

Escrito por Cesar Gravier às 14h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

29/04/2016


Carnaval de 1933

Francisco Alves, (1898-1952), Francisco de Moraes Alves, cantor, compositor, grava cinco sambas e com Mário Reis, (1907-1981), Mário da Silveira Reis, cantor, compositor, advogado, duas marchas e seis sambas na Odeon, para o Carnaval de 1933.

Francisco Alves & Mário Reis, duas marchas, seis sambas, na Odeon, Carnaval de 1933:

 

"A saudade de um amor ô ô, ô ô

 No meu peito quis entrá ô ô, ô ô

 O amor já foi-se embora

 E a saudade quis ficar...

 

        Foi Deus quem te fez formosa

        Formosa, formosa

        Porém este mundo te tornou

        Presunçosa, presunçosa...

 

    Ó mulher, o teu amor ô ô, ô ô

    Não é coisa de durá á á, á á

    Hoje é meu mas amanhã

    Eu não sei de quem será..."

 

"Formosa", marcha de Antônio Nássara e J. Rui, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.957/A, Carnaval de 1933.

 

"Mas como... outra vez?

 Toma cuidado!

 Se a moda pega, estou bem certo

 Acabas como Judas no deserto

 

      O meu dinheiro é macho e não cresce

     Só o teu cresce e não aparece

    Teu grande medo lá no botequim

   É pagar um café pra mim...

 

   Sempre a fazer teus castelos de areia

    Sujas teus pés nos sapatos sem meia

     Não tens chapeu nem sapato hoje em dia

      Por medida de economia...

 

      Quando tu compras jornal é fiado

     Dando a disculpa que não tens trocado

    Os pobres ficam com dor de cabeça

   Por ouvir: Deus lhe favoreça!

 

      Lembrei agora em hora propicia

      Que o teu caso pertence a policia

      Cabe esta espécie de caso anormal

      À Policia Especial"

 

Mas como... outra vez?, marcha de Francisco Alves e Noel Rosa, com Francisco Alves & Mario Reis, Odeon: 10.961/B, Carnaval de 1933.

 

"Se meu amor me deixar

 Eu não posso me queixar

 Vou sofrendo

 Sem dizer nada a ninguém

 A razão da-se a quem tem!

 

       Sei que não posso soportar

       Se meu amor me deixar

       Se de saudade eu chorar

       Eu não posso me queixar

       Abandonado sem vintém

       Vou sofrendo

       Sem dizer nada a ninguém

       Quem muito riu chora também

       A razão dá-se a quem tem!

 

   Eu vou chorar só em lembrar

   Se meu amor me deixar

   Dei sempre golpe de azar

   Eu não posso me queixar

   Pra parecer que vivo bem

   Vou sofrendo

   Sem dizer nada a ninguém

   A esconder que amo alguém

   A razão dá-se a quem tem!"

 

"A razão dá-se a quem tem", samba de Francisco Alves, Ismael Silva e Noel Rosa, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.939/A, Carnaval de 1933.

 

"Estamos esperando, vem logo escutar

 O samba que fizemos pra te dar

 A rua adormeceu e nós vamos cantar

 Aquilo que é só teu, que nos faz penar

 

      Da tua voz tirei a melodia

     E a harmonia eu fiz com teu olhar

    Já estava perdendo a paciência

   Quando roubei a cadência

  Do teu modo de pisar...

                      Chega à janela!

 

        E este samba que fiz de parceria

        Depois de feito não é dele nem é meu

        Escuta o violão que está gemendo

        Suas cordas vão dizendo

        Que este samba é só teu...

                               Até amanhã!"

 

"Estamos esperando", samba de Noel Rosa, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.956/A, Carnaval de 1933.

 

"Quando eu morrer

 Não quero choro nem vela

 Quero uma fita amarela

 Gravada com nome dela

 

         Se existe alma

        Se há outra encarnação

       Eu quero que a mulata

      Sapateasse no meu caixão

                      Oi, sapateia, sapateia...

 

      Não quero flores

      Nem coroa com espinho

      Só quero choro de flauta

      Com violão e cavaquinho...

                            Quando eu morrer!

 

  Estou contente

  Consolado por saber

  Que as morenas tão formosas

  A terra um dia vai comer!

 

      Não tenho herdeiros

      Não possuo um só vintém

      Eu vivi devendo a todos...

      Mas não paguei nada a ninguém!

 

  Meus inimigos

  Que hoje falam mal de mim

  Vão dizer que nunca viram

  Uma pessoa tão boa assim..."

 

"Fita amarela", samba de Noel Rosa, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.961/A, Carnaval de 1933.

 

"O meu primeiro amor

 Me abandonou sem ter razão

 Amar sem ser amado, então jurei:

 Jamais eu te darei perdão!

 

       Quanto mais o tempo voa

        Mais a tua culpa cresce

         O perdão é pra pessoa

          Que não pede mais merece

           Pela tua ingratidão

            É que eu tanto padeço

             Foste embora sem razão

              Não perdôo nem esqueço

 

              O mundo é bom professor

             Que cobra caro a lição

            E no meu primeiro amor

           Tive a última ilusão

          E até mesmo a saudade

         No meu peito dominei

        Embora contra a vontade

       Vou cumprir o que jurei..."

 

"Primeiro amor", samba de Ernani Silva, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.957/B, Carnaval de 1933.

 

"Ri, não se ri de quem padece

 Sofre, meu coração sabe dizer

 Ri, quando vê alguém chorar

 Deus é justo e verdadeiro

 Por quem eu tenho chorado

 Tenho fé em me vigar

 

       Às vezes é um sorriso

       Que acompanha uma esperança

       Outras vezes é um riso

       Que provoca uma vingança

 

   Meu juizo se revolta

   Quando vejo alguém zombar

   O mundo dá muita volta

   Quem zomba pode chorar..."

 

"Rir", samba de José de Oliveira, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.939/B, Carnaval de 1933.

 

"Tudo que você diz

 Com a maior lealdade

 É mentira

 É usar de falsidade...

                  Fala a verdade

 

     Toda gente fingida

      Paga o mal que fez nesta vida

       Por encher de ilusão

        Um pobre coração

        Pode crer que a mentira

       O sossego sempre nos tira

      Fale sempre a verdade

     Mesmo sem ter vontade

 

     Quando alguém não esquece

      A pessoa por quem padece

       É porque tem saudade

        Da própria falsidade

        Tenho jeito pra tudo

       Pra mentir porém fico mudo

      Pois fugir da verdade

     Nem por necessidade..."

 

"Tudo que você diz", samba de Noel Rosa, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.956/B, Carnaval de 1933.-

 

cesargravier@bol.com.br

 

   


 

 

 

Escrito por Cesar Gravier às 14h15
[ ] [ envie esta mensagem ]

25/04/2016


Carnaval de 1970

A escola de samba Império Serrano, grava samba-enredo em disco Caravelle, para o Carnaval de 1970:

 

"Lá, lá, lá, rá, lá, lá

 Lá, lá, lá, lá

 Tudo isto quer dizer Brasil, Brasil

 

       Brasil

        És a natureza em festa

         Até parece seresta

          A passarada cantando em seu louvor

         Oh! meu Brasil

        Glória ao colonizador

       Que evoluiu esse torrão

      O negro foi o braço forte da evolução

 

  Terra de artistas geniais

  Ainda existem nos salões de Belas Artes

  Como testemunhas imortais

 

        São belos nossoas rios e cascatas

        Terras e verdes matas

        E campinas multicor

        É o orgulho de uma raça

        Quando brilha o astro rei

        Tudo é esplendor

        Essa paisagem tão bela

        Que cantamos nesta passarela

        O velho mundo conheceu

        Usos e costumes em aquarela."

 

"Arte em tom maior", samba-enredo de Aidno Sá, Nina Rodrigues e Jorge Lucas, com GRES. Império Serrano, Caravelle: 1.011/A, Faixa 4, Carnaval de 1970.-

 

cesargravier@bol.com.br

 

 

         

Escrito por Cesar Gravier às 16h24
[ ] [ envie esta mensagem ]

Carnaval de 1960

Ataulfo Alves, (1909-1969), Ataulfo Alves de Souza, cantor, compositor, grava marcha e samba na Todamérica, para o Carnaval de 1960:

 

"Gastei, tudo num dia

 Assim estou fazendo

 O que eu queria...

 Sambei, sambei à bessa, gente

 Tendo saúde

 O resto não interessa!

            II

      Prá que fazer tanta economia

       Se a morte quando vem

        Não diz o dia...

         Eu gasto dinheiro à bessa, gente

          O resto não interessa!"

 

"Gastei tudo num dia", marcha de Ataulfo Alves e Jorge Murad, com Ataulfo Alves, Todamérica: 5.882/A, Carnaval de 1960.

 

"A mulher

 Quando sabe ser mulher

  Faz do homem

   Tudo aquilo que bem quer

 

   A mulher

  Quando sabe ser mulher

 Faz do homem

Tudo aquilo que bem quer...

              II

     Mas se ela

     É daquela interesseira

     Longe dela

     Não é boa companheira

     No amor

     Quando existe um interesse

     É semente

     Que semeia mas não cresce!"

 

"Semeia mas não cresce", samba de Ataulfo Alves, com Ataulfo Alves, Todamérica: 5.882/B, Carnaval de 1960.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 13h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

24/04/2016


Carnaval de 1970

O cantor Ulisses Carlos, grava samba em disco Bandeirante, para o Carnaval de 1970:

 

"Agora que você está sòzinha

 Você vem procurar por mim...

 Mas devo lhe dizer que meu amor

 Que meu amor...

 Por ti chegou ao fim!

           II

 É minha decisão mandar embora

  Nem tua amizade quero mais

   Em teu lugar já tenho outro amor

    E quero que você me deixe em paz!"

 

"Chegou minha vez", samba de Tião Ferreira e Luciano Machado, com Ulisses Carlos, Bandeirante: 1.004/B, Faixa 7, Carnaval de 1970.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 20h18
[ ] [ envie esta mensagem ]

Carnaval de 1961

A cantora Alzira Rodrigues, grava duas marchas em disco Havana, para o Carnaval de 1961:

 

      "Viva o Rei Momo!

        Viva a carnaval!

 

  Tu és romântica

  Mas tens que brincar no carnaval

  Vem o Rei Momo

  Com sua rainha

  Nesta festa colossal!

            II

  Pulo prá lá

  Pulo prá cá

  Hoje eu quero me acabar...

  Pulo prá lá

  Pulo prá cá

  Até o dia clarear...

                         Ei!"

 

"Romântica", marcha de Leonel do Trombone e Sebastião Soares, com Alzira Rodrigues, Havana: 008/A, Carnaval de 1961.

 

"Arranquei as roseiras do jardim

 Os cravos e a palmeira

  Tá, tá na cara, minha gente

   Eu vou plantar

    Pé de bananeira!

             II

    Banana prata

    Banana ouro

    Banana prá comer

    Tem na nanica

    E também banana São Tomé!..."

 

"Troquei meu jardim", marcha de Leonel do Trombone e Sebastião Soares, com Alzira Rodrigues, Havana: 008/B, Carnaval de 1961.-

 

cesargravier@bol.com.br

         

Escrito por Cesar Gravier às 17h12
[ ] [ envie esta mensagem ]

Carnaval de 1987

Royce do Cavaco, (Royce Todovento), cantor, compositor, grava samba-enredo com a escola de samba Sociedade Rosas de Ouro, na Continental, para o Carnaval de 1987:

 

"São Paulo

 Palco de culturas regionais e internacionais

  Laborioso é o povo

   Não existem preconceitos raciais

    A Rosa de Ouro se propôe mostrar

     A maneira como vive

      O povo que veio de lá

       São grupos imigrantes e migrantes

        Vem para o nosso torrão

         Na esperança de vida melhor...

 

         Que beleza, que satisfação

         Os imigrantes estão em festa

         É tempo de colheita

         Foram felizes na sua plantação

 

   Uns trabalham na indústria

   Outros no campo de culturas

   Neste pedaço de chão

 

   Glórias a este povo sofredor

   Vem prá cidade paulista

   Procurando trabalho

   Seja o que for

   São cearenses, mineiros e baianos

   Pernambucanos, paraibanos e outros mais...

 

         Todo povo tem seu canto

         O seu folclore, sua religião

 

   Hoje a Rosas de Ouro faz a festa

   Prá todo o povo imigrante

   E das nossas regiões!"

 

"São Paulo, seu povo sua gente", samba-enredo de Royce do Cavaco e Baianinho, (Eladio Gomes dos Santos), com Royce do Cavaco & Sociedade Rosas de Ouro, Continental: 1-01-404-303/B, Faixa 3, Carnaval de 1987.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 16h23
[ ] [ envie esta mensagem ]

21/04/2016


Carnaval de 1969

Mário Alves, cantor, compositor, grava samba em disco Equipe, para o Carnaval de 1969:

 

"Alguém achou na rua

 Meu nome escrito

  Debaixo da vela

   Já sei foi coisa tua

    Por causa dela...

     Por causa dela!

      Na meia-noite

       Meu nome debaixo da vela!

                      II

       Ô gira, gira

       Girou

       Ô gira, gira

       Girá

       Se tua Umbanda é maior...

       Maior é meu Orixá!

                               Hê Hê"

 

"Debaixo da vela", samba de Jair Amorin, Evaldo Gouveia e Luiz de França, com Mário Alves, Equipe: 831/B, Faixa 7, Carnaval de 1969.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 20h11
[ ] [ envie esta mensagem ]

Carnavasl de 1961

O Trio Tayamá grava duas marchas na Philips, para o Carnaval de 1961:

 

"Abre a janela, abre

 Deixe entrar o vento

 Que bafo de onça!

 Que está aquí dentro...

           II

    Cheiro de pé

     Não é, não é

      Perfume sem valor

       Não? não senhor

        Abre a janela

         O seu Mendonça

          O que está aquí

           É bafo de onça!"

 

"Bafo de onça", marcha de Jair Gonçalves e Dóca, com Trio Tayamá, Philips: 6.077/B, Carnaval de 1961.

 

"Não sou malandro

 Mas tenho bossa

  Com o meu cartaz

   Não há quem possa

    Sou da terra do Cabral

     Da batucada e do carnaval...

                    II

          Do rabo de peixe

          Do rabo de arraia

          Do rabo de galo

          Do rabo de saia..."

 

"Rabo de arraia", marcha de J. M. Alves e Zacarias Mourão, com Trio Tayamá, Philips: 61.077/A, Carnaval de 1961.-

 

cesargravier@bol.com.br


Escrito por Cesar Gravier às 15h05
[ ] [ envie esta mensagem ]

20/04/2016


Carnaval de 1961

O cantor Carlos Eduardo, grava marcha e samba em disco Havana, para o Carnaval de 1961:

 

"Menina moça

 Menina moça

 Quem avisa amigo é

 Menina moça

 Menina moça

 Cuidado com o jacaré!

            II

      Anda de lambreta

       Não anda a pé

        Avança o sinal

         Faz o que quer

          Você é mais menina

           Que mulher

            Tome cuidado com o jacaré!"

 

"Menina moça", marcha de Osmar Zan e Dóca, com Carlos Eduardo, Havana: 006/B, Carnaval de 1961.

 

"Eu já sofri

 Eu já chorei

 Eu já penei

 E não reclamei...

 

               Eu já sofri

              Eu já chorei

             Eu já penei

            E não reclamei!

    II

 Hoje é meu grande dia

 Sai da frente com sua tristeza

 Que eu quero passar

 Com a minha alegria!...

                        Muita alegria!"

 

"Chega de sofrer", samba de Dóca, Popó, (M. Pretextato dos Santos) e José Astolphi, com Carlos Eduardo, Havana: 006/A, Carnaval de 1961.-

 

cesargravier@bol.com.br

            

 

 


 

    

Escrito por Cesar Gravier às 17h02
[ ] [ envie esta mensagem ]

Carnaval de 1970

Antônio Borba, cantor, compositor, grava marcha na Rca Victor, para o Carnaval de 1970:

 

"Aperta a corda

 Tá muito frouxa

  Mulher da sopa

   Da sopa

    Mas não me topa...

              II

    É é é á

     Não deixa a corda afrouxar...

      Se você não entendeu o meu conselho

       Quá, quá, quá, quá, quá...

                              Aperta a corda!"

 

"Aperta a corda", marcha de Ramalho Netto e Antônio Sergi, com Antônio Borba, Rca Victor: 5.249/2, Faixa 7, Carnaval de 1970.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 09h48
[ ] [ envie esta mensagem ]

19/04/2016


Carnaval de 1981

Neguinho, (Luiz Antônio Feliciano Marcondes), cantor, compositor, grava samba-enredo com a escola de samba Beija-Flor na Top Tape, para o Carnaval de 1981:

 

"Rompendo auroras

 Gloriosa ela surge deslumbrante

 É a Terra

 Senhora de um mistério tão profundo

 Que os homens enfeitaram

 Com as 7 maravilhas deste mundo...

                                            Os jardins

 

      Os jardins suspensos da Babilônia

      Que um rei construiu com amor

      E orgulhoso à rainha ofertou

      E a muralha de longe fascina

      Quem tem olho grande não entre na China

      A estátua de Zeus

      O deus de todo o povo grego

      E o templo de Diana

      Relicário de beleza

      O colosso de Rodes

      E as pirâmides de Egito

      O farol de Alexandria

      Iluminava até o infinito

                              Mas agora...

 

                    Mas agora é hora

                   De um monumento

                  Vivo e multicor

                 Corpos nus em rituais

                De gingados sensuais

               Tamborins e agogôs

              Saias rodadas de negras baianas

             Giram fascinando de esplendor

     Leleô

 

     Leleô, leleô skindô

     Criou belezas mil

     E a oitava maravilha vem brilhar

                                        Vem brilhar

     Neste carnaval do meu Brasil!

                                        Rompendo..."

 

"Carnaval do Brasil - A oitava das sete maravilhas do mundo", samba-enredo de Neguinho, Dicró e Picolé, com Neguinho e GRES. Beija-Flor, Top Tape: 503.6012/B, Faixa 1, Carnaval de 1981.-

 

cesargravier@bol.com.br

 

 

 

                                          

     

                                          

       

 

       

Escrito por Cesar Gravier às 20h10
[ ] [ envie esta mensagem ]

Carnaval de 1961

Adoniran Barbosa, (1910-1982), João Rubinato, cantor, compositor, ator, grava marcha e samba na etiqueta Havana, para o Carnaval de 1961:

 

"Tustão de amendoim

 Tustão de pipoca

 Isto é banquete

 Prá quem vive em maloca...

              II

    Cama prá mim é jornal

     Dois tijolos no chão é fogão

      Salve os sonhos meus

       Estou com a vida 

        Que pedi a Deus...

                               Não?"

 

"Tustão de amendoim", marcha de Archimedes Messina, com Adoniran Barbosa, Havana: 005/A, Carnaval de 1961.

 

"Agora vai!

  Agora vai!

   Agora vai!

    Agora vai!

 

            Agora vai

           Você vai ver

          Como agora vai

         Ela pediu para voltar

        E vai...

       Agora vai!

                              II

       Ela sempre dizia

        Que sem ela

         Eu ia a sofrer

          E sofri

           Sofri demais

            Nem queira saber...

             Ai..."

 

"Agora vai", samba de Adoniran Barbosa, com Adoniran Barbosa, Havana: 005/B, Carnaval de 1961.-

 

cesargravier@bol.com.br

 

Escrito por Cesar Gravier às 17h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

Carnaval de 1968

A cantora Irene Macêdo, grava marcha-rancho e samba em disco O.M.B., para o Carnaval de 1968:

 

"Foi num carnaval

 Que encontrei o Pierrot

  Pierrot... Pierrot...

   Eu não sou a Colombina

    Assim mesmo Pierrot 

     Te ofereço o meu amor

 

     Carnaval... festa de alegria

    Sonhos, paixões e aventuras

   Chorando a gente fica

  Quando tudo termina

 Guardando no peito a saudade

De tua magia

 Carnaval... carnaval!..."

 

"Carnaval... carnaval...", marcha-rancho de Walkyria e Hélio de Aguiar, com Irene Macêdo, O. M. B.: 100.003/A, Faixa 1, Carnaval de 1968.

 

       Um adeus

      Uma dor

     Uma saudade

    Chegou ao fim

   A minha felicidade!

            II

   Foi embora

    E agora

     Meu sofrimento

      Aumenta

       De hora em hora..."

 

"Um adeus...", samba de Irmãos Vanny e Paulo Wilson, com Irtene Macêdo, O. M. B.: 100.003/A, Faixa 6, Carnaval de 1968.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 14h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

17/04/2016


Carnaval de 2001

Ernesto Teixeira, cantor, compositor, grava samba-enredo com a escola de samba Gaviões da Fiel Torcida em disco Trama, para o Carnaval de 2001:

 

"Trago amor e esperança

 Nessa odisséia triunfal

 Voa gavião, faz a festa pro povão

 Arrebenta neste carnaval!

 

         Iluminando a inmensidão

        Com o perfume da magia e sedução

       O pensamento divaga no infinito

      É um sonho tão bonito

     Que conduz a criação...

 

         E então brilhou um céu

         Cravejado de estrelas

         Surgiu a Terra, o sol e o mar

         E a lua que clareia o teu olhar

         Da singeleza enfim há de nascer um novo ser

         Que com amor irá se eternizar

         Esculturando pela mão divina

         De barro ou de metal

         Do criador é obra prima

 

   Porém... a humanidade desprezou

   Todo o poder do criador

   Que a castigou com piedade

   Uma nova era floresceu

   Brotando a felicidade...

 

       Trago amor e esperança

        Nessa odisséia triunfal

         Voa gavião, faz a festa pro povão

          Arrebenta neste carnaval!"

 

"Mitos e magias na triunfante odisséia da criação", samba-enredo de José Rifal, Alemão do Cavaco e Ernesto Teixeira, com Ernesto Teixeira & Grêmio Gaviões da Fiel Torcida, Trama: 500/355-2, Faixa 3, Carnaval de 2001.-

 

cesargravier@bol.com.br

         

 

          

Escrito por Cesar Gravier às 13h43
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web:

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sul, SANTANA DO LIVRAMENTO, CENTRO, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Música, Livros, pesquisa de discos de carnaval
ICQ -

Histórico