Música de Carnaval


23/05/2016


Carnaval de 1972

A escola de samba Acadêmicos do Salgueiro grava quatro sambas-enredo, na Philips, concorrentes na eleição de um deles, para o Carnaval de 1972:

 

"Glória à Estação Primeira

 Mangueira vamos festejar

 Poetas, passistas, partideiros

 Que o ano inteiro

 Fazem a cidade cantar, lá, lá, lá

 Olha a festa já començou

 O Salgueiro que por ti se enfeitou

 Oi, vem falar do teu passado

 Do presente da tua gente

 Vem contar a tua vida

 Ô madrinha tão querida!

 

       Quem quizer ver

       Pode chegar

       Abram alas na avenida

       Que o samba vai passar...

 

  Mangueira hoje é noite de alegria

   Ilusões e fantasia: carnaval

    E se o teu nome foi lembrado

     Não me digas obrigado, é natural

      Ninguém vive uma vida inteira

       Sem ouvir falar um dia

        Das côres da Mangueira!

 

   Olha, eu sou Salgueiro

   Não se engane por favor

   Mas a verde e rosa

   Eu respeito, sim senhor!"

 

"Glória a Estação Primeira, (Mangueira nossa madrinha querida), samba-enredo de Cláudio Hanones, Luiz Fernando e Waldir, com GRES. Acadêmicos do Salgueiro, Philips: 6.470.002/2, Faixa 2, Carnaval de 1972.

 

Música concorrente ao samba-enredo oficial do Salgueiro, para o Carnaval de 1972.

 

"Tengo tengo

 Santo Antônio e Chalé

 Minha gente é muito samba no pé

 

       Em noite linda

       Em noite bela

       Viemos na avenida

       Recordar em passarela

 

   O batizado, será lembrado

    Com o Salgueiro de agora

     Alô Laurindo, alô Viola

      Alô Mangueira de Cartola

 

        Tengo tengo

       Santo Antônio e Chalé

      Minha gente é muito samba no pé!

 

       Ô ô ô ô Meu Senhor

       Foi Mangueira

       Estação Primeira

       Que me batizou...

                        Tengo tengo!"

 

"Nossa madrinha, Mangueira querida, (Tengo tengo)", samba-enredo de Zuzuca, (Adil de Paula), com GRES. Acadêmicos do Salgueiro, Philips: 6.470.002/1, Faixa 1, Carnaval de 1972.

 

Samba-enredo eleito para o Carnaval de 1972.

 

Também foi gravado em disco Top Tape: 85.010/B, Faixa 1, disco original de todos o sambas-enredo do Grupo 1, Carnaval de 1972.

 

"Mangueira

 Minha querida Mangueira

 Mangueira

 Revivendo suas glórias

 Desde o tempo do Cartola

 Mansur e outros mais

 Vem ver Mangueira

 Nossa madrinha sensacional

 O Salgueiro entra na avenida

 Mostrando o nosso carnaval

 

      Madeira que dá em 

      Doido é jequitibá

      Deixa a Mangueira passar

 

 Quantas glórias imortais

  Mangueira

   Campeã de varios carnavais

    Pelo rufar dos seus tambores

     Da voz alegre do seu cantor

      Todos lhe conhecem ao longe

       E cantam em seu louvor

 

  Minha querida madrinha Mangueira

  Rainha Estação Primeira

  Um pouco de graça e beleza

  Vem com as cabrochas

  O mundo de zinco encantado

  Fica vazio

  Descem todos pra abrilhantar

  O grande carnaval do Rio...

 

      Ô ô ô ô

      A jequitibá do samba

      Chegou..."

 

"Salgueiro entra na avenida, (Minha querida madrinha a Mangueira)", samba-enredo de Jorge Cardoso e Buguinho, com GRES. Acadêmicos do Salgueiro, Philips: 6.470.002/2, Faixa 7, Carnaval de 1972.

 

Música concorrente ao samba-enredo oficial do Salgueiro, Carnaval de 1972.

 

"Vem Dindinha

 Vem passar

 A afilhada crescidinha

 Feliz em te festejar...

 

      Mangueira é nossa madrinha

      O Salgueiro faz saber

      Está na hora de homenagear

      A quem fez por merecer

      Ritmistas e passistas

      Salgeirenses em geral

      Hoje a festa é pra Mangueira

      Tradição do carnaval!

 

  Balão, pião, pipa e bola

   Passa o tempo e o carinho

    Da poesia e por Cartola

     E por Nelson Cavaquinho

      Um ensinando a sorrir

       Pra melhor levar a vida

        Outro a fugir de um sorriso

         Com ironia sofrida

                             Vem Dindinha..."

 

"Vem Dindinha, (Nossa madrinha a Mangueira querida)", samba-enredo de Noel Rosa de Oliveira e Hayblan, com GRES. Acadêmicos do Salgueiro, Philips: 6.470.002/1, Faixa 7, Carnaval de 1972.

 

Música concorrente ao samba-enredo oficial do Salgueiro, Carnaval de 1972.-

 

cesargravier@bol.com.br

 

Escrito por Cesar Gravier às 18h52
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22/05/2016


Carnaval de 1976

A cantora Dinalva grava samba-enredo com a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, na Top Tape, para o Carnaval de 1976:

 

"Lá no seio d´África vivia

 Em plena selva

 Fim da sua monarquia...

 

        Terminou o guerreiro

       No navio negreiro

      Lugar do seu lazer feliz

     Veio cativo povoar nosso pais!

 

     Seguiu do cais do Valongo

     No Rio de Janeiro

     Com suas tribos chegando

     Foi o chão cultivando

     Sob o céu brasileiro

 

          Nações Haussa

          Gêgê e Nagô

          Negra Mina e Angola

          Gente escrava de sinhô

 

  Foram muitas suas lutas

  Para integração

  Inda hoje

  Desenvolvendo esta nação

    

       Sua cultura, suas músicas e danças

       Reunem aquí suas lembranças

 

           O negro assim alcançou

          A sua libertação

         E seus costumes abraçou

        Nossa civilização...

 

 Ô ô ô quando o tumbeiro chegou

 Ô ô ô o negro se libertou!"

 

"Valongo", samba-enredo de Djalma Sabiá, com Dinalva & GRES. Acadêmicos do Salgueiro, Top Tape: 85.040/B, Faixa 7, Carnaval de 1976.-

 

cesargravier@bol.com.br

   

 

Escrito por Cesar Gravier às 16h55
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21/05/2016


Carnaval de 1952

Ademilde Fonseca, (1921-2012), Ademilde Fonseca Delfim, cantora, compositora, grava dois sambas na Todamérica, para o Carnaval de 1952:

 

"Meu Senhor!

 Minha gente não pode parar

 O meu samba vai continuar

 Até o sol nascer!

 Se alguém perguntar por mim

 Diga que eu não posso atender...

     II

          Oi, venho lá de Madureira

         Pra sambar na Galeria

        E só deixarei o samba

       Quando clarear o dia..."

 

"Meu Senhor", samba de Oldemar Magalhães, com Ademilde Fonseca, Todamérica: 5.116/A, Carnaval de 1952.

 

"Hoje tem alegria

 De qualquer maneira

 Eu não tenho pandeiro

 Mas vou batucando na frigideira!

                                      Hoje tem...

               II

 Minha frigideira

                 Pi rim pim

  Vive enferrujá

                 Pi rim pim

   Pois há muito que eu não tenho

    Comida pra cozinhá

     Mas por causa disso

                     Pi rim pim

      Não vou chorar

                     Pi rim pim

       Pego a frigideira

        E saio pra rua

         Pra batucar...

                   Hoje tem!"

 

"Minha frigideira", samba de Antônio Nássara e Roberto Cunha, com Ademilde Fonseca, Todamérica: 5.116/B, Carnaval de 1952.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 16h10
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20/05/2016


Carnaval de 1975

Zuzuca, (Adil de Paula), cantor, compositor, grava marcha e samba na CBS-Columbia e batuque na Som Livre, para o Carnaval de 1975:

 

"Vou contar porque não saio

 Este ano para pular

  Estou cursando a facultade

   E conjugando o verbo amar

    Se eu faltar os quatro dias

     Eu vou perder o curso inteiro

      A professorinha

       Disse que a prova é...

        Em fevereiro...

  II

        Eu já fiz da vida um pião

        Rodei, rodei tudo em vão

        Sem querer achei alguém pra mim

        A quem eu dei meu coração

        Provas de amor a gente dá

        A minha cai nos quatro dias

        Eu não vou trocar o meu amor

        Por um reinado de folia..."

 

"Professorinha", marcha de Walter Juares, Roberto Sodré e Tininho, com Zuzuca, CBS-Columbia: 104.299/2, Faixa 6, Carnaval de 1975.

 

"Esta noite acordei chorando

 Esta noite eu chorei de dor

 Sonhei que você estava me beijando

 E depois disse adeus

 E me deixou, meu amor!

              II

      Mas o meu delírio não é de brincadeira

     A noite que sonhei contigo

    De tristeza eu chorei a noite inteira..."

 

"Acordei chorando", samba de Antônio Filho, Tininho e Linita Reis, com Zuzuca, CBS-Columbia: 104.299/1, Faixa 2, Carnaval de 1975.

 

"Ô, ô, ô, ô

 Que saudade da fazenda do sinhô

 

 Ô, ô, ô, ô

 Que saudade da fazenda do sinhô

 

       Morro velho das palmeiras

       Onde canta o sabiá

       Morro velho das jaqueiras

       De sinhô e de sinhá

       Morro velho das fazendas

       Como é doce recordar

       Os negros em dias de festa

       Cantando em promessas

       Os nossos Orixás

 

  No mato tem

   Oi no mato mora

    Mestre dourado

     Lambari que puxa a tora!"

 

"Batuque do morro velho", batuque de Zuzuca, com Zuzuca, Som Livre: 411.6001/1/A, Faixa 3, Carnaval de 1975.-

 

cesargravier@bol.com.br

        


Escrito por Cesar Gravier às 14h16
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19/05/2016


Carnaval de 1971

Zuzuca, (Adil de Paula), cantor, compositor, grava samba-enredo em disco CBD Phonogram, para o Carnaval de 1971:

 

"O lê lê ô lá lá

 Pega no ganzê

 Pega no ganzá!

 

       Nos anais da nossa história

       Vamos encontrar

       Personagens de outrora

       Que iremos recordar

       Sua vida sua glória

       Seu passado imortal

       Que beleza

       A nobreza do tempo colonial...

 

   Ô lê lê ô lá lá

   Pega no ganzê

   Pega no ganzá!

 

          Hoje tem festa na aldeia

         Quem quiser pode chegar

        Tem reizado à noite inteira

       E fogueira prá queimar

      Nosso rei chegou de longe

     Prá poder nos visitar

    Que beleza a nobreza

   Que visita o Gongá...

 

       Ô lê lê ô lá lá

       Pega no ganzê

       Pega no ganzá!

 

  Senhora dona de casa

   Traz seu filho prá cantar

    Para o rei que vem de longe

     Prá poder nos visitar

      Esta noite ninguém chora

       E ninguém pode chorar

        Que beleza a nobreza

         Que visita o Gongá...

 

   Ô lê lê ô lá lá

   Pega no ganzê

   Pega no ganzá!"

 

"Festa para um Rei Negro", samba-enredo de Zuzuca, com Zuzuca, CBD Phonogram: S/N, Carnaval de 1971.

 

O samba-enredo "Festa para um Rei Negro", também é gravado pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, em disco Relêvo: 207/A, Faixa 1, Carnaval de 1971.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 15h47
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17/05/2016


Carnaval de 1974

Zuzuca, (Adil de Paula), cantor, compositor, grava dois sambas na CBS-Columbia, para o Carnaval de 1974:

 

"Eu não queria dizer quem chegou

 Mas eu vou falar...

 Olha

 Foi madeira de lei, meu Senhor

 Ô ô foi jequitibá

                Devagar...

      II

                Eu sei que não sou bonito

               Cuidado para não errar

              Porque quem cura doideira

             É jequitibá

            Porque quem cura doideira

           É jequitibá

                         Devagar..."

 

"Irmão do pau-pereira", samba de Zuzuca e Benedito Reis, (Zéquinha), com Zuzuca, CBS-Columbia: 104.274/B, Faixa 1, Carnaval de 1974.

 

"Veja meu bem

 Veja o que eu mandei buscar

  Veio da Bahia para o nosso lar

   Agora ninguém vai nos separar!

                   II

   O bom da vida é saber viver

   Coisa melhor não há

   Felicidade em nossa porta vai bater

   Graças ao meu patuá...

                Veja meu bem!"

 

"Lá da Bahia", samba de Aluisio Marins, Adilson Silva e José Pereira Junior, com Zuzuca, CBS-Columbia: 104.274/A, Faixa 6, Carnaval de 1974.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 13h37
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16/05/2016


Carnaval de 1974

Paulinho, cantor e compositor, grava com a escola de samba Unidos de Vila Isabel, samba-enredo na Top Tape, para o Carnaval de 1974:

 

"A grande estrada que passa reinante

 Por entre rochas, colinas e serras

 Leva o progresso ao irmão distante

 Na mate virgem que adorna a terra

 O uirapuru, o sabiá, a fonte

 As borboletas, perfumadas flores

 A esperança de um novo horizonte

 Traduzem festa, integração e amores

                                      Lá, lá, lá, lá

 

               Noite de festa na praça da aldeia

              Dançam em pares índios carajás

             E lá no céu brilha a lua cheia

            Iluminando os mananciais

           Raça morena que desbrava a mata

          Canta a beleza do Alto-Xingu

         Adora lendas, rios e cascatas

        Pois isso é Aruanã-Açu

 

   Tem serigueiro, tem pescador

   Índio guerreiro

   Que também é caçador..."

 

"Aruanã-Açu", samba-enredo de Paulinho e Rodolfo, (Rodolfo de Souza), com Paulinho & GRES. Unidos de Vila Isabel, Top Tape: 85.020/B, Faixa 3, Carnaval de 1974.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 15h23
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15/05/2016


Carnaval de 1972

Zuzuca, (Adil de Paula), cantor, compositor, grava dois sambas na CBS-Columbia, para o Carnaval de 1972:

 

"Vou lembrar meu rei

 E o meu lugar

 Vou cantar calango

 Vou calangulá

         II

 Sinhazinha se casou

  Meu senhor

   Vai ter festa

    Lá na casa de Sinhá

     Já chamaram um cantador

      Pra melhor se festejar

       Tem viola contemplando a lua cheia

        E reizado ao luar

         Já comprei o meu boné

          Pois é...

           Pra poder calangulá.

 

"Folia de reis", samba de Zuzuca, com Zuzuca, CBS-Columbia: 104.195/A Faixa 3, Carnaval de 1972.

 

"Eu sou do sol

 Eu sou da lua

 Eu sou de casa

 Eu sou da rua

         II

   Sou das noites de orgia

   Sou da madrugada

   E da boemia..."

 

"Não sou de ninguém", samba de Zuzuca, com Zuzuca, CBS-Columbia: 104.195/B, Faixa 5, Carnaval de 1972.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 18h28
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13/05/2016


Carnaval de 1969

A cantora Célia Paiva grava marcha-rancho em disco Castelinho e samba na etiqueta Paneg, para o Carnaval de 1969:

 

"Quando o carnaval termina

 A alegria de Pierrot também tem fim...

  Porque ele viu a Colombina

   Cair nos braços do Arlequim!

                  II

        Chorando então lamenta

       A triste sina

      Ao ver que não passa afinal

     De restos de confeti e serpentina

    Que sobraram do carnaval..."

 

"Depois do carnaval", marcha-rancho de Tito Fernandes, Jota Pereira e Carlos Gonçalves, com Célia Paiva, Castelinho: 223/B, Carnaval de 1969.

 

No Lado A do compacto encontramos: "A noiva do rádio", marcha de Neyde Campos e Bartolomeu Silva, com a cantora e compositora Neyde Campos, Carnaval de 1969.

 

"Deixa cair, rapaziada

 Porque uma noite não é nada

 Aproveita o carnaval

 Nesta linda batucada

 Ninguém vai prá casa dormir

 Vamos sambar...

 E deixa o sereno cair!

            II

      Cai, cai, sereno

      Sereno da madrugada

      Cai, cai, sereno

      Em louvor a batucada

      Cai, cai, sereno

      Por cima da passarada

      Cai, cai, sereno

      Não acorda a minha amada!"

 

"Batucada no sereno", samba de Jorge Gonçalves, Moacyr M. Martins e Antônio Damasceno, com Célia Paiva, Paneg: 1.042/B, Faixa 3, Carnaval de 1969.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 15h55
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12/05/2016


Carnaval de 1970

A cantora Célia Paiva, grava marcha e samba na Polydor, para o Carnaval de 1970:

 

"Em todo o continente

 Na guerra ou na paz

  Mulher quando é prá frente

   Ninguém passa prá traz!

               II

        Enquanto o homem quer

        Botar o pé na lua

        Mulher arranja um pé

        Prá botar o pé na rua!"

 

"Mulher prá frente, (Pé na lua)", marcha de Roberto Roberti e Manoel de Oliveira, com Célia Paiva, Polydor: 44.042/2, Faixa 5, Carnaval de 1970.

 

"A cigana me enganou

 Disse que eu ia ser feliz

  Feliz não fui

   Feliz não sou

             Feliz não sou...

      II

             Enquanto lhe sorrir a mocidade

            Pode zombar do meu penar

           Porém não chores

          Quando a velhice chegar...

                          A cigana me enganou!"

 

"A cigana me enganou", samba de Nelson Karan, com Célia Paiva, Polydor: 44.042/1, Faixa 6, Carnaval de 1970.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 19h00
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Carnaval de 1977

Mário Santos, cantor, compositor, grava frevo-canção em disco Passarela, para o Carnaval de 1977:

 

"Quem me vê assim nesta folia

 Deve pensar

 Que sou feliz

 Aproveito os três dias

 Para esquecer

 Quem não me quis...

           II

     Quero cantar e brincar

      Para esquecer a minha dor

       Não adianta chorar...

        O pranto não desfaz

         O mal de amor!"

 

"Mal de amor", frevo-canção de Mário Santos, com Mário Santos, Passarela: 60.088/B, Faixa 7, Carnaval de 1977.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 16h41
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10/05/2016


Carnaval de 1985

Neguinho, (Luiz Antônio Feliciano Marcondes), cantor, compositor, com a escola de samba Beija-Flor, grava samba-enredo na Top Tape, para o Carnaval de 1985:

 

"Rio de Janeiro

 A Beija-Flor revela o passado

 A Lapa de Adão e Eva

 O paraíso do prazer e do pecado

 A culpada foi... a Madame Satã

 

       Coração de serpente não se engana

      Fez Adão provar a maçã

     Eva comer a banana...

 

     E o jardim se transformou

      Em Sodoma e Gomorra acabou

       E o tempo...

 

       E o tempo passou, passou...

       Os Fenianos chegaram

       Lutaram com os Tenentes do Diabo

       Pedra da Gávea, inscrições ficaram

       

   Ramos tem Cacique

   Bafo tem também

   Um devora o outro

   Ninguém sabe quem é quem

 

         Hoje me Rio é Cidade de Babel

        Emoldurando neste meu painel

       Política parece brincadeira

      Camelô levou rasteira

     Circo não tem opção

    Gay é sucesso

   Futebol exportação...

 

       Vem lourinha, vem sambar

       O crioulo só quer Michael-Jekiar

       De braços abertos

       Redentor pede ao pai

                                 O quê?

       Pra perdoar..."

 

"A Lapa de Adão e Eva", samba-enredo de Zé do Cavaco, Carlinhos Bagunça, Carnaval, H.O. e Patrício, com Neguinho & GRES. Beija-Flor, Top Tape: 503.6024/A, Faixa 3, Carnaval de 1985.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 14h57
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08/05/2016


Carnaval de 1975

Jair Rodrigues, (1939-2014), Jair Rodrigues de Oliveira, cantor, compositor, grava samba na Som Livre, para o Carnaval de 1975:

 

"Credo cruz

 Não conto não

  Lanjansan

   É assombração

    Credo cruz

     Não conto não

      Tem um touro encantado

       Nas selvas do Maranhão

                       Minha terra tem palmeiras...

             II

          Minha terra tem palmeiras

         Onde canta o sabiá

        Respondeu a feiticeira

       Preta velha de sinhá

      Vocês não sabem

     Mas eu vou contar

    Esse sonho tão divino

   Que viveu o rei menino

  Cruz credo deixa prá lá

  Este mundo adorado

   É um reino encantado

    Que outro rei viveu por lá..."

 

"Credo cruz, (Sonho de menino)", samba de Zuzuca, (Adil de Paula), com Jair Rodrigues, Som Livre: 411.6001/2/A, Faixa 1, Carnaval de 1975.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 16h01
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30/04/2016


Carnaval de 1933

Francisco Alves, (1898-1952), Francisco de Moraes Alves, cantor, compositor, grava cinco sambas e com Mário Reis, (1907-1981), Mário da Silveira Reis, cantor, compositor, advogado, duas marchas e seis sambas na Odeon, para o Carnaval de 1933.

Francisco Alves, cinco sambas na Odeon, Carnaval de 1933:

 

"Mulher, eu ando cismado

 Que me enganei com você

 Se algúm dia

 Não ficar mais a seu lado

 Não precisa perguntar por quê

 

     A mentira é fatal

      Creio que não é por mal

       Que a mulher nos faz descrer

        Mas se é realidade

         Sua grande falsidade

          Eu hei de ver você sofer!

 

          Eu cismado espero agora

         Ver você a qualquer hora

        Dando a outro o coração

       Quando chegar esse dia

      Deixo sua companhia

     Sem explicar qualquer razão..."

 

"Ando cismado", Ismael Silva e Noel Rosa, com Francisco Alves, Odeon: 10.936/A, Carnaval de 1933.

 

"Tudo acabado

 E o baile encerrado

 Atordoado fiquei!

 Eu dancei com você

 Divina dama

 Com o coração

 Queimado em chama

 

        Fiquei louco

        Pasmado por completo

        Quando me vi tão perto

        De quem tenho amizade

        Na febre da dança

        Senti tamanha emoção

        Devorar-me o coração!

                                Divina dama...

 

   Quando vi que a festa estava encerrada

   E não restava mais nada de felicidade

   Vinguei-me nas cordas

   Da lira de um trovador

   Condenando o teu amor...

                           Tudo acabado!"

 

"Divina dama", samba de Cartola, (Agenor de Oliveira), com Francisco Alves, Odeon: 10.977/B, Carnaval de 1933.

 

No Lado A, do 78rpm. encontramos: "Vai haver barulho no chateau", samba de Noel Rosa e Walfrido Silva, com Mário Reis, para o Carnaval de 1933.

 

"É peso! 

 Estou pesado!

 O meu viver é uma sentença

 A que eu fui condenado a cumprir

 Essa pena o remorso condena

 Eu serei sentenciado

 

     Se eu soubesse que a saudade

      Não se esquece nem querendo

       Não deixava essa amizade

        Para não ficar sofrendo

         Hoje eu quero e não me queres

          E o remorso que me invade

           É saber que preferes

            Morrer longe de saudade

                                              É!

 

            E quando a lua descamba

           Com o pandeiro a batucar

          Saio da roda do samba

         Pra ninguém me ver chorar

        Ao azar hoje me entrego

       Quem tem pena tem azar

      Mas o peso que eu carrego

     É a pena de te amar...

                                   É!"

 

"É peso", samba de Antônio dos Santos, com Francisco Alves, Odeon: 10.936/B, Carnaval de 1933.

 

"Tô vivendo com você

 Num martírio sem igual

 Vô largar você de mão, com razão

 Para me livrá do mal...

 

      Supliquei humildemente

      Pra você endireitar

      Mas agora infelizmente

      Nosso amor tem que acabar

      Vou-me embora, afinal

      Você vai saber por quê

      É pra me livrar do mal

      Que eu fujo de você

 

         Você teve a minha ajuda

        Sem pensar em trabalhar

       Quem se zanga é que se muda

      E eu já tenho onde morar

     Nunca mais você encontra

    Quem lhe faça o bem que eu fiz

   Levei muito golpe contra

  Passe bem, seja feliz!"

 

"Para me livrar do mal", samba de Noel Rosa e Ismael Silva, com Francisco Alves, Odeon: 10.922/B, Carnaval de 1933.

 

"Tristezas não pagam dívidas

 Não adianta chorar

 Deve-se dar o desprezo a toda mulher

 Que não sabe amar

         Oi, tristezas não pagam...

 

    O homem deve saber

                                A

    Conhecer o seu valor

                                E

    Não fazer como o Inácio

                                     I

    Que andou muito tempo

                                      Ó

    Bancando o seu Estácio

                                    U

 

        Nunca se deixa a mulher

        Fazer o que ela entender

        Pois ninguém deve chorar

        Só por causa de amor

        E nem se lastimar

                                 I

     Ai, meu Deus do céu

     Bonita é a tua escola!"

 

"Tristezas não pagam dívidas", samba de Manoel Silva, com Francisco Alves, Odeon: 10.922/A, Carnaval de 1933.-

 

cesargravier@bol.com.br

 

      

 

 

Escrito por Cesar Gravier às 14h21
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29/04/2016


Carnaval de 1933

Francisco Alves, (1898-1952), Francisco de Moraes Alves, cantor, compositor, grava cinco sambas e com Mário Reis, (1907-1981), Mário da Silveira Reis, cantor, compositor, advogado, duas marchas e seis sambas na Odeon, para o Carnaval de 1933.

Francisco Alves & Mário Reis, duas marchas, seis sambas, na Odeon, Carnaval de 1933:

 

"A saudade de um amor ô ô, ô ô

 No meu peito quis entrá ô ô, ô ô

 O amor já foi-se embora

 E a saudade quis ficar...

 

        Foi Deus quem te fez formosa

        Formosa, formosa

        Porém este mundo te tornou

        Presunçosa, presunçosa...

 

    Ó mulher, o teu amor ô ô, ô ô

    Não é coisa de durá á á, á á

    Hoje é meu mas amanhã

    Eu não sei de quem será..."

 

"Formosa", marcha de Antônio Nássara e J. Rui, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.957/A, Carnaval de 1933.

 

"Mas como... outra vez?

 Toma cuidado!

 Se a moda pega, estou bem certo

 Acabas como Judas no deserto

 

      O meu dinheiro é macho e não cresce

     Só o teu cresce e não aparece

    Teu grande medo lá no botequim

   É pagar um café pra mim...

 

   Sempre a fazer teus castelos de areia

    Sujas teus pés nos sapatos sem meia

     Não tens chapeu nem sapato hoje em dia

      Por medida de economia...

 

      Quando tu compras jornal é fiado

     Dando a disculpa que não tens trocado

    Os pobres ficam com dor de cabeça

   Por ouvir: Deus lhe favoreça!

 

      Lembrei agora em hora propicia

      Que o teu caso pertence a policia

      Cabe esta espécie de caso anormal

      À Policia Especial"

 

Mas como... outra vez?, marcha de Francisco Alves e Noel Rosa, com Francisco Alves & Mario Reis, Odeon: 10.961/B, Carnaval de 1933.

 

"Se meu amor me deixar

 Eu não posso me queixar

 Vou sofrendo

 Sem dizer nada a ninguém

 A razão da-se a quem tem!

 

       Sei que não posso soportar

       Se meu amor me deixar

       Se de saudade eu chorar

       Eu não posso me queixar

       Abandonado sem vintém

       Vou sofrendo

       Sem dizer nada a ninguém

       Quem muito riu chora também

       A razão dá-se a quem tem!

 

   Eu vou chorar só em lembrar

   Se meu amor me deixar

   Dei sempre golpe de azar

   Eu não posso me queixar

   Pra parecer que vivo bem

   Vou sofrendo

   Sem dizer nada a ninguém

   A esconder que amo alguém

   A razão dá-se a quem tem!"

 

"A razão dá-se a quem tem", samba de Francisco Alves, Ismael Silva e Noel Rosa, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.939/A, Carnaval de 1933.

 

"Estamos esperando, vem logo escutar

 O samba que fizemos pra te dar

 A rua adormeceu e nós vamos cantar

 Aquilo que é só teu, que nos faz penar

 

      Da tua voz tirei a melodia

     E a harmonia eu fiz com teu olhar

    Já estava perdendo a paciência

   Quando roubei a cadência

  Do teu modo de pisar...

                      Chega à janela!

 

        E este samba que fiz de parceria

        Depois de feito não é dele nem é meu

        Escuta o violão que está gemendo

        Suas cordas vão dizendo

        Que este samba é só teu...

                               Até amanhã!"

 

"Estamos esperando", samba de Noel Rosa, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.956/A, Carnaval de 1933.

 

"Quando eu morrer

 Não quero choro nem vela

 Quero uma fita amarela

 Gravada com nome dela

 

         Se existe alma

        Se há outra encarnação

       Eu quero que a mulata

      Sapateasse no meu caixão

                      Oi, sapateia, sapateia...

 

      Não quero flores

      Nem coroa com espinho

      Só quero choro de flauta

      Com violão e cavaquinho...

                            Quando eu morrer!

 

  Estou contente

  Consolado por saber

  Que as morenas tão formosas

  A terra um dia vai comer!

 

      Não tenho herdeiros

      Não possuo um só vintém

      Eu vivi devendo a todos...

      Mas não paguei nada a ninguém!

 

  Meus inimigos

  Que hoje falam mal de mim

  Vão dizer que nunca viram

  Uma pessoa tão boa assim..."

 

"Fita amarela", samba de Noel Rosa, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.961/A, Carnaval de 1933.

 

"O meu primeiro amor

 Me abandonou sem ter razão

 Amar sem ser amado, então jurei:

 Jamais eu te darei perdão!

 

       Quanto mais o tempo voa

        Mais a tua culpa cresce

         O perdão é pra pessoa

          Que não pede mais merece

           Pela tua ingratidão

            É que eu tanto padeço

             Foste embora sem razão

              Não perdôo nem esqueço

 

              O mundo é bom professor

             Que cobra caro a lição

            E no meu primeiro amor

           Tive a última ilusão

          E até mesmo a saudade

         No meu peito dominei

        Embora contra a vontade

       Vou cumprir o que jurei..."

 

"Primeiro amor", samba de Ernani Silva, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.957/B, Carnaval de 1933.

 

"Ri, não se ri de quem padece

 Sofre, meu coração sabe dizer

 Ri, quando vê alguém chorar

 Deus é justo e verdadeiro

 Por quem eu tenho chorado

 Tenho fé em me vigar

 

       Às vezes é um sorriso

       Que acompanha uma esperança

       Outras vezes é um riso

       Que provoca uma vingança

 

   Meu juizo se revolta

   Quando vejo alguém zombar

   O mundo dá muita volta

   Quem zomba pode chorar..."

 

"Rir", samba de José de Oliveira, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.939/B, Carnaval de 1933.

 

"Tudo que você diz

 Com a maior lealdade

 É mentira

 É usar de falsidade...

                  Fala a verdade

 

     Toda gente fingida

      Paga o mal que fez nesta vida

       Por encher de ilusão

        Um pobre coração

        Pode crer que a mentira

       O sossego sempre nos tira

      Fale sempre a verdade

     Mesmo sem ter vontade

 

     Quando alguém não esquece

      A pessoa por quem padece

       É porque tem saudade

        Da própria falsidade

        Tenho jeito pra tudo

       Pra mentir porém fico mudo

      Pois fugir da verdade

     Nem por necessidade..."

 

"Tudo que você diz", samba de Noel Rosa, com Francisco Alves & Mário Reis, Odeon: 10.956/B, Carnaval de 1933.-

 

cesargravier@bol.com.br

 

   


 

 

 

Escrito por Cesar Gravier às 14h15
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