Música de Carnaval


25/06/2016


Carnaval de 1957

Walter Damasceno, cantor, compositor, grava marcha e samba na CBS/Columbia, para o Carnaval de 1957:

 

"Por favor não telefona para mim...

 Já é demais!

 Essa história de amar

 Por meio de tirrim, tirrim...

 Não satifaz!

                         II

         Quero sentir seu carinho...

        Quero você junto a mim...

       Por telefone, benzinho

      Nunca se chega a um fim!"

 

"Amor por telefone", marcha de Jayme Florence e Augusto Mesquita, com Walter Damasceno, CBS/Columbia: 35.032/A, Faixa 3, Carnaval de 1957.

 

"Não meu amor!...

 Só vou pra casa

 Se você fôr!...

        II

    Mas não se zangue...

     Não há motivo, meu bem...

      Você tem samba no sangue

       E eu tenho também!"

 

"Coincidência", samba de Jayme Florence e Augusto Mesquita, com Walter Damasceno, CBS/Columbia: 35.032/B, Faixa 3, Carnaval de 1957.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 13h21
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24/06/2016


Carnaval de 1942

A cantora Violeta Cavalcanti, (1923-2014), grava frevo-canção e valsa-frevo, na Rca Victor, para o Carnaval de 1942:

 

"O coelho sai! não sai!

 O coelho sai! não sai!

 Não sai, não sai, não sai não!

 Segura o coelho, segura o coelho

 Segura o coelho, que esse coelho é ladrão!

                     II

     Brincando de "coelho sai"

     Na minha vida você entrou

     Brincando de "coelho sai"

     Meu coração você roubou!"

 

"O coelho sai", frevo-canção de Nelson Ferreira e Ziul Mattos, com Violeta Cavalcanti, Rca Victor: 34.869/A, Carnaval de 1942.

 

"Foi dançando uma valsa assim

 Que o vovô declarou-se a vovó

 Foi o tempo que o meu bisavô

 Não deixava vovó ficar só...

               II

      Mas hoje em dia

       Quando estou só com você

        O vovô está roncando

         E a vovozinha cochilando

          Enquanto isso meu benzinho

          Que bom! que bom!

         A gente vai se amando

        Vai se amando

       Vai se amando..."

 

"Vovô, vovó, eu e você", valsa-frevo de Nelson Ferreira, com Violeta Cavalcanti, Rca Victor: 34.869/B, Carnaval de 1942.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 17h28
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23/06/2016


Carnaval de 1946

O cantor Roberto Paiva, (1921-2014), Helim Silveira Neves, grava dois sambas na Continental, para o Carnaval de 1946:

 

"Elsa, Elsa, o Elsa

 Voce não pode avaliar minha aflição

 Minha cama quem é que vai arrumar?

 Minha roupa quem é que vai pregar botão?

 Elsa, Elsa, o Elsa

 Quem é que vai fazer o meu feijão?

                     II

     Quem é que vai me dar escalda pé?

    Quem é que vai me dar chá com limão?

   Quem é que vai me fazer um cafuné?

  Quem é que vai fazer feliz meu coração?

 

"Elsa", samba de Roberto Martins e Wilson Baptista, com Roberto Paiva, Continental: 15.491/B, Carnaval de 1946.

 

"Leva meu coração que ele é teu

 Leva que está pesando em meu peito

 Pesa mais que a saudade

 Do nosso amor que morreu!

 Pois não te vendo ao meu lado

 Meu coração não é meu!

 Mas tem cuidado por Deus

               II

     Com o coração

      Não deixes o pobresinho

       Sem proteção

        Talvez um dia, eu te esqueça

         Alguém me vire a cabeça

          Pra amar de novo

           Eu preciso do coração!"

 

"Leva meu coração", samba de Roberto Martins e Mário Lago, com Roberto Paiva, Continental: 15.491/A, Carnaval de 1946.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 19h01
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Carnaval de 1973

Carlos Nobre, (1934-2009), Nomar Nobre Chatelain, cantor, compositor, grava marcha em disco Musicolor, para o Carnaval de 1973:

 

"Este foi

 Meu último carnaval

 Quantos beijos

 Um milhão de desejos

 Um só començo

 Nenhum final...

 Meu Arlequim

 Rasgado em mil pedaços

 Dorme em ti

 Foi na ilusão dos meus amores

 Lembranças multicores

 De cetim...

              II

     Gente pulando, cantando, sonhando

     Em tempo de esperar

     Conjugando mal a verbo amar

     Verbo que as vezes conjugado

     Traz o tempo certo, amor errado

     E porisso eu canto por saber

     Que o amor somente chega

     Sem querer..."

 

"Meu último carnaval", marcha de Carlinhos Sideral e Nomar, com Carlos Nobre, Musicolor: 20.294/B, Faixa 8, Carnaval de 1973.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 17h02
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Carnaval de 1972

A cantora Adelinha grava samba-enredo com a escola de samba União de Jacarepaguá, na Top Tape, para o Carnaval de 1972:

 

"Vejam que beleza...

 As ondas lavando a areia

 Saveiros enfeitam o mar

 Pescadores louvando a Sereia

 Desejam graça alcançar

 

       Baianas lavando o Bonfim

       Ferve o samba na Ribeira

       Tabuleiros com quindim

       Samba de roda e capoeira

       Tem de tudo misturado

       Lá na Rampa do Mercado

 

  Os atabaques trovejam

  Saudando todo Orixá

  Nos Candomblés

  Da terra do Pai Oxalá

 

     Tem dendê no caruru e vatapá

      Na moqueca do Xaréu

       Das águas de Mãe Iemanjá

 

        Iemanjá ô

       Ô Cinda rê rê ô Iemanjá!

 

"As sete portas da Bahia de Carybé", samba-enredo de Hyldécio Lellis, com Amelinha & GRES. União de Jacarepaguá, Top Tape: 85.014/A, Faixa 1, Carnaval de 1972.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 14h45
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22/06/2016


Carnaval de 1957

Zilá Fonseca, (1929-1992), Iolanda Ribeiro Angarano, cantora, compositora, grava marcha e samba na CBS/Columbia, para o Carnaval de 1957:

 

"Depois da porta arrombada

 Você quer colocar tramela

  Mas agora é muito tarde

   Não dei a bronca

    Porque não sou tagarela...

                II

    Vamos, vamos prá frente moçada

    Eu também estou na jogada

    Eu não sou ferrôlho

    Mas acompanho o lance...

    Estou de olho!"

 

"Ferrôlho", marcha de Arcênio de Carvalho, Luiz Dantas e Edson Menezes, com Zilá Fonseca, CBS/Columbia: 35.032/A, Faixa 2, Carnaval de 1957.

 

"Foi pra Santa Tereza

 Que aquela beleza

  O bonde pegou

   Vou pra Santa Tereza

    Com aquela beleza

     Eu juro que vou...

                    Eu vou, eu vou!

           II

     Na Gloria

     Començou a nossa história

     A Deus foi quem abençoou

     Agora

     Tenho certeza

     Felicidade mora em Santa Tereza!"

 

"Santa Tereza", samba de Henrique de Almeida, Celso Garcia e Walkiria Santos, com Zilá Fonseca, CBS/Columbia: 35.032/B, Faixa 1, Carnaval de 1957.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 20h06
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Carnaval de 1946

A cantora Violeta Cavalcanti, (1923-2014), grava marcha e samba na Continental, para o Carnaval de 1946:

 

"Tem tamanduá no baile

 Fazendo roda dentro do salão

 Quando ele pega uma mulher bonita...

 Não larga mais, nem entra no cordão!

                                     Tem, tem, tem, tem

                      II

       Crédo!  Tira esse bicho daquí!

       Anda!  que o meu amor vem aí!

       Não sou formiga, não

       Nem sou maracujá

       Comigo, não!

       Alto lá, tamanduá

                      Tem, tem, tem, tem"

 

"Tem tamanduá no baile", marcha de Roberto Martins e Mário Rossi, com Violeta Cavalcanti, Continental: 15.495/B, Carnaval de 1946.

 

"O meu amor foi embora

 E eu fiquei chorando

  Estamos em cima da hora

   Cansei de esperar

    Vou andando...

            II

       Ainda é muito cedo

       Mas não vou ficar assim

       Da saudade eu tenho medo

       Eu vou tratar de mim!

 

"Vou tratar de mim", samba de Roberto Martins e Mário Rossi, com Violeta Cavalcanti, Continental: 15.495/A, Carnaval de 1946.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 19h40
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Carnaval de 1972

Ivan Marujo, (Ivan Zenaide Teixeira), cantor, compositor, grava samba-enredo com a escola de samba Unidos da Ponte, na Top Tape, para o Carnaval de 1972:

 

"Somente um passe de magia

 Poderia transformar

 A passarela em alegria...

 Samba, dança para os Orixás

 

       Aquí se faz presente

       Simbolizando o Candomblé

       Quêto, Angola e Malê

       Dançando... Fazendo o xirê

                                Oi, malalê

 

  Malelê, malelê

  Maluluá

 

                   Ele vem de ronda

                   Ele foi rondá

 

     Adeus madrugada de hoje

     Não posso mais demorar...

 

  Saravá quem vai embora

  Saravá quem vai ficar

  Saravá o arco iris

  Salve todos Orixás

                     Oi, malelé

 

      Malelê, malelê

      Maleluá

      Ele vem de ronda

      Ele foi rondá

                Somente um passe!"

 

"Dança para os Orixás", samba-enredo de Ivan Zenaide Teixeira, com Ivan Marujo e GRES. Unidos da Ponte, Top Tape: 85.014/A, Faixa 6, Carnaval de 1972.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 17h29
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21/06/2016


Carnaval de 1973

Moreira da Silva, (1902-2000), Antônio Moreira da Silva, cantor, compositor, grava marcha e samba em disco Imagem, para o Carnaval de 1973:

 

"Um mundo novo está pra chegar

 Tudo na vida, minha gente vai mudar

 Dizem que o sol

 Vai nascer a meia noite

 A lua ao meio dia

 Os bichos vão falar...

      Dizem que o sol

      Vai nascer a meia noite

      A lua ao meio dia

      Os bichos vão falar!

  II

      Acredite quem quizer

     A mulher vai virar homem

    O homem vai virar mulher

    Eis a verdade

     Não é brincadeira não

      O homem vai chamar Maria

       Mulher vai chamar João!"

 

"Mundo novo", marcha de Severino de Souza, Milton Alexandre e Ribeiro Cunha, com Moreira da Silva, Imagem: 5.039/B, Faixa 5, Carnaval de 1973.

 

"Mandei meu amor embora

 Eu quero ve-la partir

 Porque ela me enganou, ô ô

 Até na hora de dormir...

            II

     Ela dormindo falou, ô ô

      O nome do outro amor, ô ô

       Eu sem querer

        Descobri o seu pecado

         Porque deixei o gravador ligado...

                                            tá gravado!"

 

"Samba do gravador", samba de Cláudio Paraiba e Barbosa da Silva, com Moreira da Silva, Imagem: 5.039/B, Faixa 2, Carnaval de 1939.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 13h28
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20/06/2016


Carnaval de 1973

O Coral Artec-Som, grava marcha em disco Artec-Som para o Carnaval de 1973:

 

"Se lá no céu

 Também se faz carnaval

 Tenho certeza, convicção

 Que no meio da alegria celestial

 Vicente Rao, vai comandar

 Seu cordão, seu carnaval!

              II

      Ele que foi aquí na terra

      Um grande coração

      Levou pro céu, seu jeito bom

  Ele que foi aquí na terra

  Um grande coração

  Levou pro céu, seu jeito bom

      E agora no asfalto da cidade

      Meu canto triste

      Está chorando de saudade!"

 

"Vicente Rao", marcha de Hamilton Chaves e Betinho da Bateria, com Vocal Artec-Som, Artec-Som: 2473/A, Faixa 1, Carnaval de 1973.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 16h23
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18/06/2016


Carnaval de 1972

Darcy da Mangueira, (1932-2008), Darcy Fernandes Monteiro, cantor, compositor, grava samba na etiqueta Premier, para o Carnaval de 1972:

 

"É carnaval

 Onde anda o meu amor

 A madrugada vem raiando

 Ela ainda não voltou

 É demais a minha dor

 

    É carnaval

    Oh meu Senhor

    Eu não sei qual é a pena

    Que darei a Madalena

    Que errou

 

 Onde anda Madalena

 Onde anda não sei

 Para dizer a verdade

 Confesso que até chorei!

                       É carnaval"

 

"É carnaval", samba de Darcy da Mangueira e Hélio Turco, com Darcy da Mangueira, Premier: 1.211/A, Faixa 1, Carnaval de 1972.-

 

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Escrito por Cesar Gravier às 16h00
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16/06/2016


Carnaval de 1938

A cantora Carmen Miranda, (1909-1955), Maria do Carmo Miranda da Cunha, nasce em Portugal, grava quatro marchas, marcha-frevo, dois sambas e dois sambas-choro, samba com o cantor Fernando Alvarez e samba e samba-jongo, com o cantor e compositor Sylvio Caldas, (1903-1998), Sylvio Antonio Narciso de Figueiredo Caldas, na Odeon, para o Carnaval de 1938:

 

"Me deixa, sou Dona Gueixa

 Meu coração

 Eu já deixei lá no Japão...

 

     Sai daí brasileiro escolado

     Japonês é um povo atravessado

     Eu estou furiosa com vocês

     Pois casaram Butterfly com um chinês!

 

  Nunca vi pessoal mais atirado

  Vou levar minhas queixas ao Micado

  No Japão quando um homem quer casar

  Manda o pai uma moça procurar..."

 

"Dona Gueixa", marcha de Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago, com Carmen Miranda, Odeon: 11.557/A, Carnaval de 1938.

 

"Eu dei...

     O que foi que você deu, meu bem

 Eu dei...

     Guarde um pouco para mim, também

     Não sei se você fala por falar, sem meditar

 Eu dei...

     Diga logo, diga logo, é demais

 Não digo... e adivinhe se é capaz!

     Você deu seu coração?

 Não dei, não dei

     Sem nenhuma condição

 Não dei, não dei

 O meu coração não tem dono

 Vive sozinho, coitadinho

 No abandono

    Foi um terno e longo beijo

 Se foi, se foi

    Desses beijos que eu desejo

 Pois foi, pois foi...

    Guarde para mim unzinho

    Que mais tarde

    Pagarei com um jurinho..."

 

"Eu dei", marcha de Ary Barroso, com Carmen Miranda, Odeon: 11.540/B, Carnaval de 1938.

 

"Vira prá cá, vira prá lá

 Vira outra vez, torna a virar

 Quem não gosta de viração

 Não dança a quadrilha do meu coração...

                     II

      A quadrilha está formada

       Organizada prá roubar o lampião

        Se o salão escurecer, tu deves saber

         Vai haver muito barulho e confusão

          Tem cuidado moreninha

           Que a quadrilha vai roubar teu coração..."

 

"Vira prá cá", marcha de João de Barro e Alberto Ribeiro, com Carmen Miranda, Odeon: 11.559/A, Carnaval de 1938.

 

"Você está aí prá isso?

 Parece feitiço, parece feitiço

 Vai tratar da sua vida

 Que a morte não avisa

 A hora da partida

          II

    Você adere feito esparadrapo

    Já me convenci

    Que de você eu não escapo

    Credo Cruz! vá-se embora

    Me deixa quieta

    Ao menos uma hora

              III

           Você parece um poste sinaleiro

          Me travando os passos toda hora

         O dia inteiro

        Credo Cruz! não afina

       Vai ver depressa

      Se eu estou lá na esquina!"

 

"Você está aí prá isso?", marcha de Ary Barroso, com Carmen Miranda, Odeon: 11.569/A, Carnaval de 1938.

 

"Eu nasci em Pernambuco

 Terra de sol e calor

 Onde o amor nasce do frevo

 E do frevo nasce o amor

 

        Eu faço passo do urubu

        Sou do terreiro do grande Exu

        E no cordão da Cambinda Velha

        Danço o maracatu

 

   Na dobradiça não tenho igual

   Quebra a costela mas não faz mal

   Em Pernambuco sêo Carioca

   Que bom é o carnaval!"

 

"No frevo do amôr", marcha-frevo de Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago, com Carmen Miranda, Odeon: 11.557/B, Carnaval de 1938.

 

"Você quer me ver chorar, pois sim

 Quem deve chorar não sou eu, pois não

 Por você fiz o que fiz, pois sim

 Agora o nosso amor morreu, pois não!

                     II

      Dentro do meu coração guardarei

      Guardarei um restinho de recordação

      Era uma vez um amor, um amor..."

 

"Pois sim, pois não!", samba de Ary Barroso, com Carmen Miranda, Odeon: 11.569/B, Carnaval de 1938.

 

"Quantas lágrimas êle derramou

 Chorou, chorou

 Somente porque eu lhe abandonei

 Sorri, zombei!

            Mas quantas lágrimas...

    II

            Na vida hoje o meu maior prazer

           É ver sofrer

          Quem me fêz sofrer anteriormente

         Outrora quem vivia sorrindo...

        Hoje chora e eu contente!

                                                  III

                                    No mundo

                                   Ninguém paga sem dever

                                  Sendo assim

                                 Já estou vingada até demais

                                Embora o perdão êle me peça

                               Não darei nunca mais!"

 

"Quantas lágrimas", samba de Marcilio Vieira e Alvarenguinha, com Carmen Miranda, Odeon: 11.559/B, Carnaval de 1938.

 

"Eu gosto muito de cachorro vagabundo

 Que anda sozinho no mundo

 Sem coleira e sem patrão

 Gosto de cachorro de sarjeta

 Que quando escuta a corneta

 Sai atrás do batalhão

             II

     E por falar em cachorro

     Sei que existe lá no morro um exemplar

     Que muito embora não sambe

     Os pés dos malandros lambe

     Quando êles vão sambar

     E quando o samba já está findo

     Vira-lata está latindo, a soluçar

     Saudoso da batucada

     Fica até de madrugada

     Cheirando o pó do lugar

                  III

  E até mesmo entre os caninos

  Diferentes os destinos costumam ser

  Uns têm jantar e almoço

  E outros nem sequer

  Um osso de lambuja prá roer

  E quando passa a carrocinha

  A gente logo adivinha a conclusão

  O vira-lata coitado

  Que não foi matriculado

  Desta vez, virou... sabão!"

 

"Cachorro vira-lata", samba-choro de Alberto Ribeiro, com Carmen Miranda, Odeon: 11.482/A, Carnaval de 1938.

 

Nota: No álbum original lançado pela Radiobrás, aparece este samba-choro para o Carnaval de 1938.  No entanto, no Lado B do disco de 78rpm., foi considerado não carnavalesco. Valeu.

 

"Vestiu uma camisa listada e saiu por aí

 Em vez de tomar chá com torrada, êle bebeu parati

 Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão

 O sorria quando o povo dizia:

 Sossega leão, sossega leão!...

 

         Tirou seu anel de doutor para não dar que falar

         E saiu dizendo: eu quero mamá

         Mamãe eu quero mamá!

         Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão

         E sorria quando o povo dizia:

         Sossega leão, sossega leão...

 

   Levou meu saco de água quente prá fazer chupeta

   E rompeu minha cortina de veludo prá fazer uma saia

   Abriu o guarda-roupa e arrancou minha combinação

   E até do cabo de vassoura...

   Êle fez um estandarte para o seu cordão!

 

        E agora que a batucada já vai començando

        Eu não deixo e não consinto

        Meu querido debochar de mim

        Porque se êle pega as minhas coisas

        Vai dar o que falar...

        Se fantasia de Antonieta

        E vai dançar na Bola Preta

        Até o sol raiar!..."

 

"Camisa listada", samba-choro de Assis Valente, com Carmen Miranda, Odeon: 11.530/B, Carnaval de 1938.

 

No Lado A do 78rpm., tem música não carnavalesca.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 17h36
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Carnaval de 1938

A cantora Carmen Miranda, (1909-1955), Maria do Carmo Miranda da Cunha, nasce em Portugal, grava quatro marchas, marcha-frevo, dois sambas e dois sambas-choro, samba com o cantor Fernando Alvarez e samba e samba-jongo, com o cantor e compositor Sylvio Caldas, (1903-1998), Sylvio Antonio Narciso de Figueiredo Caldas, na Odeon, para o Carnaval de 1938:

 

"Onde é que você anda

 E o que é que você faz?

                       Ai, ai, ai

 É melhor você ficar calada

 Pois você já quer saber demais...

                             Ai, ai, ai

 

       Já vieram me contar

       Que você tem um novo amor

       Ai meu Deus...

       E você acreditou?

       Eu não senhor!

       É melhor ficar calada

       Pra mostrar o seu valor

       Mas eu só queria saber

 

   Dizem que nosso romance

   Qualquer dia vai ter fim

   Ai meu Deus...

   E você gosta de mim?

   Eu gosto sim!

   Pois é,

   Deixá-los falá-los que eles calarão-seão..."

 

"Onde é que você anda?", samba de Cyro de Souza, com Carmen Miranda & Fernando Alvarez, Odeon: 11.577/B, Carnaval de 1938.

 

"Onde vai você Maria, com essa fantasia?

 Eu vou cair no samba, até o romper do dia

 

     Quando eu entrar no samba, vou fazer um reboliço

     No meu corpo tem moamba

     E no meus olhos tem feitiço...

 

 Mas você não tem juizo

 Nem sabe o que vai fazer

 Este mundo é um paraíso

 No seu modo de viver

 

       Você sai fantasiada

       Sem me dar satisfação

       Se o amor não vale nada

       O castigo é bofetão

 

  Este mundo é um batuque

  Eu vivo na batucada

  Você não me leva a muque

  Nem tampouco com pancada!"

 

"Onde vai você Maria?", samba de Benedito Lacerda e Darcy de Oliveira, com Carmen Miranda & Sylvio Caldas, Odeon: 11.577/A, Carnaval de 1938.

 

"Quando eu penso na Bahia

 Nem sei que dô que me dá

 Ôi me dá, me dá, me dá Ioiô

 

     Ai! que lhe dá, lhe dá, lhe dá, Iaiá

 

 E se eu pudesse quarqué dia

 Eu ia de novo prá lá

 

     Não vá, não vá, não vá Iaiá

 

  Eu vou, eu vou, eu vou Ioiô

   Eu deixei lá na Bahia

    Um amô tão bom, tão bom Ioiô

     Meu Deus, que amô!

      E desse amô só quem sabia

       Era a Virge Maria

        Nasceu, cresceu, viveu e lá ficou

 

        Mas quem sabe se esse amor

       Que ficou lá na Bahia, ôi, já se acabou...

      E se assim fôr, eu sei de alguém

     Que lhe quer muito bem...

 

           Quem é?

           Sou eu

           Eu quem?

           O seu Ioiô..."

 

"Quando eu penso na Bahia", samba-jongo de Ary Barroso e Luiz Peixoto, com Carmen Miranda & Sylvio Caldas, Odeon: 11.540/A, Carnaval de 1938.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 15h48
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12/06/2016


Carnaval de 1981

Ney Vianna, (1942-1989), José da Rocha Vianna, cantor, compositor, grava samba-enredo com a escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, na Top Tape, para o Carnaval de 1981:

 

"Hoje vou erguer meu estandarte

 Vou mostrar baleza e arte

 Dos antigos carnavais

 Vou me vestir de alegria

 Com a Mocidade minha gente

 Abrindo alas pra folia

 

        Vejam que beleza o Zé Pereira

        No bloco de sujo com a zabumba a tocar

        Essas canções tão famosas

        Do folclore popular

 

  Quebra quabra gabiroba

   Quero ver quebrar

    Mamãe eu quero, oi mamar!

 

              E na avenida colorida

             O sol enche a folia de luz e calor

            Onde o Pierrot e a Colombina alegremente

           Trocam lindas juras de amor

          As negras, brancas e mulatas

         Mostrando um show de visual, oi

        Ao som do batuque alucinante

       Vindo da terra distante

      Para alegrar o carnaval

     O corso e as grandes Sociedades

    Eram o luxo da cidade...

 

         Lá vai a baiana

         Rodando pra lá e pra cá

         Arrastando a sandália

         Fazendo o meu povo cantar

 

   Lara larara larara

   Ô ô ô ô

   Lara larara larara

   Ô ô ô ô"

 

"Abram alas pra folia, aí vem a Mocidade", samba-enredo de Ney Vianna e Nezinho, com Ney Vianna e GRES. Mocidade Independente de Padre Miguel, Top Tape: 503.6012/B, Faixa 3, Carnaval de 1981.-

 

cesargravier@bol.com.br

      

       

 

Escrito por Cesar Gravier às 17h39
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11/06/2016


Carnaval de 1971

Roberto Mendes, cantor, compositor, grava samba na etiqueta Hot, para o Carnaval de 1971:

 

"Lola crioula na passarela

 Vem ver, vem ver

 Sacudindo com tudo que é dela

 Vem ver, vem ver

           II

      Uma ginga diferente

   Diferente

      Faz a gente enlouquecer

   Enlouquecer

      A moçada bate palmas

   Bate palmas

      E não cansa de dizer

   De dizer:

      Tem dendé, tem dendé

      As cadeiras da nega tem dendé

                       Tem que ver, pra crer!

             III

      Todo ano ela desfila

           Ela desfila

      Representando a favela

           A favela

      Toda gente compra ingresso

           Compra ingresso

      Pra ver o gingado dela

      Tem dendé, tem dendé

      As cadeiras da nega tem dendé!"

 

"Lola crioula", samba de Geraldo Babão e Roberto Mendes, com Roberto Mendes, Hot: 5.023/A, Faixa 7, Carnaval de 1971.-

 

cesargravier@bol.com.br

Escrito por Cesar Gravier às 17h07
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